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Mapas Conceituais

Mapeamento conceitual é uma técnica utilizada como recurso didático, que enfatiza conceitos e relações entre conceitos, e que está fundamentada na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel e John Novak 

Segundo esta teoria, os conhecimentos são armazenados na forma de uma estrutura ordenados e hierarquizados de conceitos, a qual influencia na aprendizagem e no significado atribuído a novos conceitos. Para que ocorra a aprendizagem, o novo conceito deve se vincular a um ou mais conceito pré-existentes na estrutura cognitiva (chamados conceito subsunçores ou de ancoragem). Isto é, os subsunçores, constituem conceitos bastante integrados à estrutura cognitiva, são elementos centrais para estruturação e construção do conhecimento, com os quais a nova informação interage, resultando numa mudança tanto da nova informação quanto do subsunçor ao qual se relaciona.

Os mapas conceituais têm por objetivo, apresentar, na forma gráfica, os conceitos de ancoragem (conceitos considerados relevantes pelo sujeito para a compreensão do novo conceito.). Eles são diagramas hierárquicos indicando as inter-relações entre conceitos. Estes diagramas procuram refletir a organização da estrutura cognitiva do individuo sobre um dado assunto.

Para os professores, os mapas conceituais podem constituir-se poderosos auxiliares em suas tarefas rotineiras, tais como:

- Ensinando um novo tópico: Na construção de mapas conceituais, os conceitos difíceis são clarificados e podem ser arranjados em uma ordem sistemática.

- Reforçar a compreensão: o uso dos mapas conceituais reforça a compreensão e aprendizagem por parte dos alunos. Ele permite a visualização dos conceitos chave e resume suas inter-relações. 

- Verificar a aprendizagem e identificar conceitos mal compreendidos: os mapas conceituais também podem auxiliar os professores na avaliação do processo de ensino. Eles podem avaliar o alcance dos objetivos pelos alunos através da identificação dos conceitos mal entendidos e os que estão faltando. 

- Avaliação: a aprendizagem do aluno (alcance dos objetivos, compreensão dos conceitos e suas interligações, etc.) podem ser testadas ou examinadas através da construção de mapas conceituais.
 

Mapa conceitual e o Hipertexto

Para Pierre Levy, um hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Funcionalmente, um hipertexto é um tipo de programa para a organização de conhecimentos ou dados, a aquisição de informações e a comunicação.

O uso de Mapas Conceituais como elemento de projeto e navegação de hipertextos parece ser especialmente interessante para aplicações educacionais, pois as estruturas hierárquicas proporcionadas pelos mapas conceituais permitem a identificação dos pré-requisitos e dos conteúdos associados. Desta forma, podem ser identificadas as necessidades a nível metodológico (estratégias e táticas de ensino para exploração do conteúdo) e orientação sobre a navegação dirigida em função de objetivos educacionais que venha a ser explorados nos ambientes virtuais.

Não podemos esquecer que na elaboração de documentos hipermídia, segundo os princípios gerais da teoria de aprendizagem significativa, se faz necessário:

- a identificação dos conceitos gerais mais inclusivos da disciplina e, a partir deste ponto, definir-se que conjuntos de informações devem constar do material a ser elaborado. 

- não esquecer que os recursos utilizáveis de som e imagem, bem como de texto, podem agir como organizadores prévios que servirão como subsunçores para o aluno, ou seja, servirão de ligação entre os conceitos existentes e as novas informações apresentadas.

- que se programe o documento de maneira que o aluno seja induzido a navegar pelo hipertexto hierarquicamente, isto é, de forma a se garantir a eficácia do mesmo e também como forma de se evitar que o aluno passe apenas superficialmente pelo material, deixando de passar por pontos importantes para sua aprendizagem.

Entretanto existe um ponto polêmico neste processo! Ao induzir a navegação do aluno cerceamos a sua liberdade de navegação pelo hipertexto educacional. Segundo Lévy são muitas a soluções imaginadas para orientar o usuário na navegação em um hipertexto. "Estudos de ergonomia e de psicologia cognitiva sobre a compreensão de documentos escritos mostram que, para entender bem e memorizar o conteúdo dos textos, é indispensável que os leitores depreendam sua macroestrutura conceitual"(Lévy,1993).

Pierre Lévy cita em seu livro "As tecnologias da Inteligência" que não é fácil construir esquemas que abstraiam e integrem o sentido de um texto ou ainda de uma configuração informacional complexa.